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Monking Mode · 18/11

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Roteiro de vídeo institucional: passo a passo

Um roteiro de vídeo institucional começa por uma ideia central em uma frase, segue uma estrutura curta (abertura, prova, fechamento) e descreve, cena a cena, o que se ouve e o que se vê. Quando há entrevistas, o roteiro traz as perguntas e as respostas esperadas, e é revisado de novo depois da gravação, já com as falas reais.

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Comece por uma ideia central

Antes de escrever qualquer cena, responda: o que a pessoa precisa lembrar depois de assistir? A resposta deve caber numa frase simples. Exemplo hipotético: "a empresa resolve problemas técnicos difíceis com gente que conhece o chão de fábrica".

Essa frase vira o filtro do roteiro. Toda fala, imagem ou dado que não sustenta a ideia central sai. É assim que um vídeo de dois minutos deixa de parecer um catálogo.

Para chegar à ideia central, converse com pessoas de áreas diferentes e pergunte o que diferencia a empresa na prática. Respostas genéricas como "qualidade" e "compromisso" indicam que a pergunta precisa ir mais fundo: peça um caso real que mostre essa qualidade. O caso costuma conter a ideia central.

Estrutura em três blocos

Uma estrutura simples resolve a maioria dos institucionais. Ela dá ritmo e facilita a aprovação, porque cada bloco tem uma função clara.

O fechamento pede atenção: termine com uma fala ou imagem que resuma a ideia central, seguida da assinatura da marca. Evite encerrar com uma lista de contatos lida em voz alta.

  • Abertura (10 a 20 segundos): uma situação, uma pergunta ou uma imagem que prende atenção.
  • Prova (a maior parte do vídeo): pessoas, processos e resultados que sustentam a ideia central.
  • Fechamento (10 a 20 segundos): síntese da ideia e assinatura da marca.

Como escrever o roteiro em duas colunas

O formato mais usado em vídeo corporativo tem duas colunas: à esquerda, o que se vê (imagem, cena, grafismo); à direita, o que se ouve (fala, locução, trilha, som ambiente). Cada linha corresponde a um trecho do vídeo, com duração estimada.

Esse formato ajuda quem aprova a visualizar o filme e ajuda a equipe de captação a montar a lista de planos. Também revela cedo quando há muita fala e pouca imagem, um problema comum em institucionais.

Indique a duração de cada linha e some no fim. Se o total passa do previsto, corte no papel, que é a etapa mais barata para cortar. Marque também os elementos que dependem de terceiros, como imagens de arquivo, logotipos de parceiros e dados que precisam de validação, para pedir autorização com antecedência.

Roteiro com entrevistas: o que muda

Quando o vídeo se apoia em depoimentos, o roteiro inicial traz as perguntas, a resposta esperada de cada entrevistado e as imagens de apoio que vão cobrir as falas. Ninguém deve ler texto pronto na câmera; o entrevistado responde com as próprias palavras.

Depois da gravação, faça a decupagem: transcreva as falas, marque os melhores trechos e reescreva o roteiro com o que foi dito de fato. Essa segunda versão é a que vai para a edição.

  • Faça perguntas abertas: "como foi", "o que mudou", "conte um caso".
  • Peça que o entrevistado repita a pergunta na resposta, para a frase fazer sentido sozinha.
  • Grave mais de uma versão das respostas-chave.
  • Anote o minuto das melhores falas durante a gravação.

Erros comuns no roteiro

Locução que descreve exatamente o que a imagem mostra desperdiça tempo. Use a fala para dizer o que a imagem não mostra sozinha. Outro erro frequente é concentrar números e termos técnicos; em vídeo, o público retém pouco disso, e o material escrito cumpre melhor esse papel.

Cuidado ainda com o excesso de vozes. Muitos entrevistados num vídeo curto fragmentam a história e impedem que o público crie vínculo com alguém. Prefira menos pessoas, com mais tempo cada.

Por fim, aprove o roteiro com todas as áreas envolvidas antes da gravação. Mudanças de texto depois da captação custam diárias extras.

Também é comum escrever falas que ninguém diria em voz alta. Leia o roteiro em voz alta, cronometrando. Se você tropeça numa frase, o entrevistado ou o locutor também vai tropeçar. Troque palavras longas por curtas e divida frases com mais de uma ideia.

Como a Monking trabalha o roteiro

Na Monking, pauta e roteiro são a primeira etapa de qualquer produção. O formato é escolhido pelo objetivo, o roteiro é aprovado com o cliente antes da captação e revisado depois, com as falas reais, antes de ir para a edição.

Os estúdios ficam em São Paulo (Cubo Itaú), Florianópolis (ACATE) e Rio de Janeiro (MaraValley), o que facilita gravações com convidados e equipes nas três cidades. Para conversar sobre um projeto, o contato é contato@monking.com.br.

Perguntas frequentes

Quantas palavras cabem num vídeo de um minuto?

Uma locução em ritmo natural fica em torno de 130 a 150 palavras por minuto. Para deixar espaço para respiro e imagem, mire em menos que isso.

Quem deve escrever o roteiro do vídeo institucional?

Um roteirista com experiência em audiovisual, trabalhando a partir do briefing e de entrevistas com a empresa. A área de comunicação revisa conteúdo e tom.

Roteiro e storyboard são a mesma coisa?

O roteiro descreve falas e cenas em texto. O storyboard desenha os quadros principais. Em vídeos institucionais simples, o roteiro em duas colunas costuma bastar; o storyboard ajuda em cenas encenadas ou animações.

O roteiro pode mudar depois da gravação?

Deve mudar, quando há entrevistas. A versão final do roteiro é escrita com as falas reais, depois da decupagem.

Qual a diferença entre roteiro e pauta?

A pauta lista temas e perguntas para uma conversa, como num podcast ou numa entrevista. O roteiro descreve o vídeo inteiro, com o que se vê e o que se ouve em cada trecho. Em institucionais com entrevistas, a pauta das entrevistas faz parte do roteiro.

Quantas versões de roteiro são normais?

Em geral, duas ou três rodadas antes da gravação e uma revisão depois, com as falas reais. Mais que isso costuma indicar objetivo pouco definido no briefing.

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